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Arquivo - Editoria: Economia
Matérias do mês de agosto de 2001:

03/08 Gás natural está a apenas dois quilômetros da cidade

03/08 Likida apresenta balanço positivo

03/08 Registro CEF

10/08 Javalis viram fonte de renda no interior

10/08 Região discute o trem

10/08 4º Likida Farroupilha entrega mais prêmios

10/08 Cidade terá novos centros de compra

17/08 Volta do trem depende de acerto com a RFFSA

24/08 Trem pode ser financiado

24/08 Calçadistas têm novo piso salarial

31/08 Falta de qualificação dificulta o emprego


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31/08

Falta de qualificação
dificulta o emprego

A falta de mão-de-obra qualificada é o principal problema para a colocação de funcionários no mercado de trabalho em Farroupilha. É o que garantem os responsáveis pelos setores que cadastram desempregados e pessoas que procuram melhores oportunidades junto às empresas. “O que falta é um profissional qualificado”, revela a encarregada do Banco de Recursos Humanos da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), Joyce Molon. “As empresas precisam de pessoas que tenham cursos ou que apresentem alguma técnica”, completa. Segundo ela, a experiência não é tanto o problema, já que há empresas, como a ITM, que até oferecem oportunidades a quem ainda não teve chance de serviço. Apesar de não haver no município indicadores muito confiáveis para uma opinião mais próxima da realidade, o presidente da CICS, Renato Bellaver, afirma que o desemprego continua preocupando. “A procura ainda é muito grande”, resume. Segundo ele, muitos desempregados procuram não apenas o Balcão de RH da entidade, mas a Casa do Trabalhador e o Balcão do Trabalhador em busca de colocação no mercado. Para o coordenador do Balcão do Trabalhador, Claudiomiro de Souza, além da falta de qualificação, os maiores entraves para a admissão pelas empresas são o baixo grau de escolaridade dos candidatos e a idade avançada. “Às vezes, temos vagas e não dispomos das pessoas ideais porque o mercado exige, no mínimo, 1º grau completo, e boa parte não tem”, explica. Segundo Claudiomiro, 85% das 180 vagas colocadas no mercado desde 15 de março, quando o serviço entrou em operação na prefeitura, foram em empresas locais, nos setores malheiro e metalúrgico. O restante teve como destino Caxias do Sul e um reduzido percentual o município de Carlos Barbosa. Na Casa do Trabalhador (rua Coronel Pena de Morais, 765), a principal dificuldade para a efetivação de mão-de-obra é a distância da residência dos candidatos com a sede do futuro emprego. “As empresas querem reduzir custo e não pagam vale-transporte”, explica a coordenadora do local, Geni Reis. “A menos que a empresa disponha de transporte próprio, ou o ônibus passe no bairro”, comenta. Segundo ela, poucos moradores do 1º de Maio e do Industrial - dois dos locais mais populosos do município - receberam chance devido à localização do bairro. Geni informa que as empresas também estão exigindo maior escolaridade dos candidatos, experiência e idade não muito elevada. Quanto ao número de desempregados, a coordenadora da Casa do Trabalhador acredita que ele está “dentro de um percentual aceitável.”

Casa do Trabalhador CICS Balcão do Trabalhador
741 seguros-desemprego encaminhados de maio a julho
695 candidatos inscritos de abril a junho
112 ofertas de vagas pelas empresas de abril a junho
Dos 312 encaminhamentos para vaga, só 56 se colocaram
793 procuras de janeiro a agosto
83 vagas ofertadas de março a agosto
21 efetivações no mesmo período
430 cadastros durante o ano 2000
131 vagas foram abertas
21 efetivações
1.820 cadastros de março a agosto 180 efetivações

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24/08

Trem pode ser financiado
O investimento para início das operações do Trem Regional - avaliado em R$ 30 milhões em 1999 - poderá ser financiado pelo setor empresarial, a quem caberá os serviços de concessão e manutenção do transporte, feitas mediante concorrência pública. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza o empréstimo de 60% de recursos que não sejam utilizados na compra de equipamentos. Para a compra dos trens, o financiamento chega a 80%. O pagamento é feito a longo prazo, em 15 anos. As taxas utilizadas são a TJLP (12% ao ano, mais 5% de taxas e juros - 2,5% de juro administrativo do banco e 2,5% de taxa de risco). Segundo o arquiteto Carlos Malburg, do BNDES, como os R$ 30 milhões foram calculados quando o real estava mais valorizado em relação à moeda norte-americana, a idéia é que se diminua ao máximo a dolarização dos investimentos. A compra dos trens, por exemplo, não deve ser totalmente importada, o que reduziria quase à metade os custos. Conforme o secretário de Planejamento de Caxias do Sul, Mauro Cirne, a intenção é que só o chassi venha do exterior, ficando o restante do equipamento sob responsabilidade de uma empresa brasileira. “A Marcopolo tem capacidade e tem mostrado interesse”, confirma Malburg. De acordo com ele, numa projeção pessimista, o retorno do investimento é de 20% ao ano, num tempo de cinco anos, considerado de curto prazo. O arquiteto informa que nenhuma empresa até o momento se mostrou interessada no negócio, já que o projeto recém está saindo do papel. Malburg explica que o orçamento de R$ 30 milhões não contempla as desapropriações de imóveis ao longo da rodovia, cuja negociação terá que ser feita pelas prefeituras. Ao concessionário, caberá também o encaminhamento do relatório de impacto ambiental junto ao órgão competente para a liberação do trecho.

Pontos favoráveis Pontos contrários
- Estudo encomendado pelo BNDES aponta viabilidade econômica e de demanda do projeto
- O próprio BNDES financia a maior parte do investimento
- Característica de aglomerado urbano da Serra, própria para o transporte ferroviário
- Interesse manifestado pelas prefeituras no projeto
- Representação política da Serra na Assembléia e Câmara dos Deputados
- Cessão das estações pelo governo federal aos municípios
- Falta de recursos das prefeituras caso a União não aceite repassar ou doar os imóveis
- Risco do investimento pela falta de tradição do país no transporte ferroviário
- Pouco interesse de possíveis investidores no empreendimento
- Alto custo do negócio

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24/08

Calçadistas têm novo piso salarial
Os trabalhadores das indústrias calçadistas de Farroupilha têm novo piso salarial. O valor da remuneração mínima a quem ingressar na empresa passou de R$ 180,00 a R$ 205,00. Já para quem está empregado há 120 dias, o vencimento no mês seguinte, chamado de piso efetivo, será de R$ 240,00. Antes era de R$ 206,00 e passava a valer no sexto mês de admissão. A categoria também comemora o triênio de R$ 10,30 e o quinqüênio de R$ 23,00, valores que serão incorporados mensalmente ao salário de funcionários com três e cinco anos de empresa, respectivamente. Empregados com 10 anos de serviço - casos especialmente de Grendene, Enry e Bortolossi - receberão R$ 46,00 de bonificação. Outra conquista dos calçadistas foi a manutenção do direito a folga na véspera do Natal e do Ano-Novo, meio-dia cada data ou o dia inteiro em uma delas, de acordo com a negociação entre o empregador e o funcionário. Se forem concedidas férias no período que compreende as duas datas, será concedido um dia a mais de folga do que o combinado. As definições, ocorridas em reuniões dos sindicatos de trabalhadores e patronal, agradaram os calçadistas. “Foi uma boa negociação porque o piso em relação ao salário teve 14% a mais de ganho, e o piso efetivo, 16%”, analisa o presidente do sindicato dos trabalhadores, Juvelino De Bortoli. Segundo ele, a entidade montou uma estratégia de negociar com os representantes das empresas um piso efetivo que satisfizesse as condições da categoria. “Isso força a subida do restante do salário”, explica. De Bortoli calcula que no município haja de 1,7 mil a 1,9 mil pessoas empregadas no setor.

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17/08

Volta do trem depende
de acerto com a RFFSA

Representantes das prefeituras, Câmaras de Vereadores e Câmaras de Indústria, Comércio e Serviços de Farroupilha, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa, da Secretaria Estadual dos Transportes e do Conselho Regional de Desenvolvimento da Serra (Corede-Serra) formarão uma comissão para negociar com o governo federal o repasse das estações férreas aos cinco municípios para dar seqüência ao projeto de reativação do Trem Regional. O primeiro contato com a União será feito nesta sexta-feira, em Caxias do Sul, onde estará presente o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, por ocasião da abertura da Feira Internacional de Tecnologia Automotiva (Transtec 2002). O deputado federal Germano Rigotto (PMDB) se comprometeu a marcar uma audiência da comissão e de deputados da Serra com o ministro Martus Tavares, do Planejamento, à cuja pasta está subordinado o patrimônio ferroviário. Estas foram as principais posições tiradas nas quase três horas de audiência pública realizada na última segunda-feira à tarde no auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), onde estiveram cerca de 200 lideranças, entre políticos, empresários e comunidade em geral. A formação de uma comissão intermunicipal de lideranças políticas e empresariais - levantada em reunião anterior em Carlos Barbosa - ganhou força no encontro de Caxias do Sul devido à dificuldade da maioria das cinco prefeituras em resolver problemas na aquisição das estações junto à Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Farroupilha é o único município que está fora desta situação, por já ter comprado na administração anterior a área onde estão os imóveis. No caso da prefeitura de Caxias do Sul, o principal entrave da negociação são as diferentes avaliações sobre o patrimônio. Enquanto a União exige R$ 8,5 milhões pelas estações do Centro, Desvio Rizzo e Forqueta, o município calcula a área em cerca de R$ 3 milhões. “Temos que levantar um movimento para resolver questões da área ferroviária, com o governo repassando-a aos municípios ou vendendo-a a valores mais reais”, defende o presidente da CIC de Caxias do Sul, Nelço Tesser. Outra possibilidade é a doação dos imóveis, proposta que Bento Gonçalves já encaminhou ao Ministério dos Transportes. O arquiteto Carlos Henrique Malburg, do Departamento de Desenvolvimento Urbano do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vê com otimismo a negociação com a RFFSA, já que os municípios vão se utilizar de um bem que está em fase de deterioração. “A Rede já considera o projeto importante”, revela, acrescentando que a parte com a qual o governo federal deve participar é ceder as estações. Dentro da proposta de reativação do trem através de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, a idéia é que os municípios banquem a reforma das estações podendo aproveitá-las comercialmente, com empreendimentos como lojas e restaurantes, além de parques temáticos.

Investimento pode ser financiado
O investimento para início das operações do Trem Regional - avaliado em R$ 30 milhões em 1999 - poderá ser financiado pelo setor empresarial, a quem caberão os serviços de concessão e manutenção do transporte, feitas mediante concorrência pública. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza o empréstimo de 60% de recursos que não sejam utilizados na compra de equipamentos. Para a compra dos trens, o financiamento chega a 80%. O pagamento é feito a longo prazo, em 15 anos. As taxas utilizadas são a TJLP (12% ao ano, mais 5% de taxas de juros - 2,5% de juro administrativo do banco e 2,5% de taxa de risco). Segundo o arquiteto Carlos Malburg, do BNDES, como os R$ 30 milhões foram calculados quando o real estava mais valorizado em relação à moeda norte-americana, a idéia é que se diminua ao máximo a dolarização dos investimentos. A compra dos trens, por exemplo, não deve ser totalmente importada, o que reduziria quase à metade os custos. Conforme o secretário de Planejamento de Caxias do Sul, Mauro Cirne, a intenção é que só o chassi venha do exterior, ficando o restante do equipamento sob responsabilidade de uma empresa brasileira. "A Marcopolo tem capacidade e tem mostrado interesse", confirma Malburg. De acordo com ele, numa projeção pessimista, o retorno do investimento é de 20% ao ano, num tempo de cinco anos, considerado de curto prazo. O arquiteto informa que nenhuma empresa até o momento se mostrou interessada no negócio, já que o projeto recém está saindo do papel.

Arquiteto Carlos Malburg
do BNDES

Para Pasqual, 80% já estão prontos
O prefeito Bolivar Pasqual confessa que ficou mais aliviado após a audiência pública realizada em Caxias do Sul porque imaginava que os investimentos do poder público tivessem que ser maiores. “Devido à desapropriação da área pelo governo anterior, que está ainda sendo paga por esta administração, a parte de Farroupilha está bem encaminhada”, comemora. “Das atribuições que nos cabem, creio que o município já executou 80%”, acrescenta. Segundo Pasqual, o que ainda resta à administração é restaurar a estação de Nova Sardenha, lutar por mais linhas de ônibus e construir bicicletários, além de fazer pequenas adaptações nas passagens de nível e cruzamentos. Embora adiante que deverá ser encaminhado um projeto de reforma da estação de Nova Sardenha através da Lei de Incentivo à Cultura, o prefeito adianta que o local, completamente abandonado, poderá nem servir de parada para o trem. Quanto ao estacionamento de veículos feito na rua Rômolo Noro, às margens dos trilhos, Pasqual não vê problemas futuros no caso de reativação da linha férrea, mesmo porque entende que o projeto só vingará dentro de no mínimo quatro anos. “A faixa de domínio é de 15 metros e podemos recuar em torno de 1 metro, 1 metro e meio”, explica. Embora favorável ao transporte alternativo, o prefeito aponta restrições à demanda de passageiros apresentada no estudo feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Está se vendendo um peixe que no início não é bem assim”, analisa, ao se referir à conclusão de que diariamente 4 mil pessoas seriam transportadas de Farroupilha a Caxias do Sul e vice-versa, sem contar na tarifa 20% mais cara que a passagem de ônibus.


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09/08

Javalis viram fonte
de renda no interior

O que até anos atrás era comum apenas nos campos da fronteira do Brasil com o Uruguai e a Argentina, agora pode ser encontrado também em Farroupilha. É a criação de javalis, mamífero ancestral do porco doméstico. E não é de qualquer raça. “São todos puros”, orgulha-se Maria Regina Flores, uma das 38 sócias da Associação de Criadores de Javali do Estado e proprietária da LNF Latino-Americana, de Bento Gonçalves, empresa que tem uma granja de 30 hectares em Linha Jansen onde estão os animais. A pureza a que ela se refere é o patrimônio genético do animal, de 36 cromossomos, característica do javali selvagem da Europa Continental (Sus scrofa scrofa) - o porco doméstico tem 38, e os mestiços (cruza de javali com porco doméstico), 37 ou 38. A aposta na atividade começou em 1998, por influência do esposo de Regina, Luís Flores, argentino de Mendoza, província tradicional pela caça ao javali. Na ocasião, a empresa já criava cabras e trabalhava com confinamento de gado e adquiriu seis javardos (filhotes), os quais o casal imaginava serem puros. Feito o exame de DNA, foi constatada a compra de “gato por lebre”. A saída foi abater os javalis e recomeçar do zero. “Hoje, temos 30 javalinas (fêmeas de primeira cria), quatro machos e cerca de 70 javardos”, conta a criadora. Os animais estão em dois pavilhões. Um deles, com área de 396 metros quadrados e pavilhão de zinco, é utilizado para a fase de crescimento e por fêmeas em período de procriação. No outro, de 459 metros quadrados, onde funciona a maternidade, a cobertura é de telha, para melhor absorção do calor. Como o javali é normalmente agressivo, os machos são isolados. A fêmea só se aproxima do parceiro quando está no cio. Os galpões são divididos em baias (espécies de chiqueiro de concreto), cujo espaço é de seis metros quadrados - no caso dos machos, a tela que divide as baias deve possuir altura mínima, por medida de segurança. O solário (onde os bichos apanham sol), separado da baia por um pequeno portão de ferro, fica no lado de fora e conta com um reforço no alambrado para o ambiente externo. Quando atingem de 45 a 50kg - normalmente de seis a oito meses de idade - os javalis são repassados para um comprador de Porto Alegre ao preço de R$ 5,00 o quilo. A matriz (fêmea), dependendo do fenótipo (característica física), tem preço mais elevado. Embora a fêmea procrie com 10 meses, a referência para a gestação é o peso - o ideal é 55kg. A cada ano, nascem em média 10 filhotes em duas crias. Regina não sabe precisar o lucro da atividade, a qual divide com a criação de caprinos. “Até agora, foi só investimento”, garante. “Temos que produzir, por ano, 300 javalis para corte e 400 cabritos, que é o custo da granja; o resto é lucro”, quantifica.

Animal se origina do porco doméstico
O termo javali serve para designar as espécies mamíferas selvagens do gênero Sus, reservando- se o nome de porco para as raças domésticas. A origem do animal remonta a vários milênios, e o sabor de sua carne, seu tamanho, ferocidade e bravura fizeram dele um dos mais cobiçados troféus de caça, desde a Idade Média. Por causa do distante parentesco com o porco doméstico, muitos consideram o javali o porco da na- tureza, mas ocorre justamente o contrário. O javali adora cuidar de sua higiene, apreciando muito os banhos de água e do lodo encontrado nas margens dos rios, dos quais se utiliza para manter sua pele sempre limpa e livre de parasita. Originário do norte da África e do sudoeste da Ásia, o javali também migrou para a Europa. Na América, não é catalogado na fauna nativa; por isso é considerado um animal exótico. Possui hábitos noturnos e faro muito aguçado. Não ataca seres humanos, a menos que se sinta ameaçado. O javali é um animal robusto, perfil afilado, membros fortes e ágeis e focinho longo. Sua pelagem, ao nascer, é ruiva e apresenta listras escuras longitudinais. Elas ajudam na proteção contra os predadores e desaparecem durante os primeiros meses. À medida que o animal cresce, o pelo vai escurecendo, perdendo as listras, até assumir coloração final.

Genética francesa é importada
A empresária Maria Regina Flores considera a atual a terceira etapa do projeto de criação de javalis na granja. Recorda que a primeira foi a compra de javardos não-puros, a segunda o abate e a compra de novos animais (36 cromossomos), e a terceira o investimento em sangue francês. “Já temos javalinas francesas”, conta a criadora, segundo quem a melhor genética do mamífero é originária da França. Segundo ela, a importação se fez necessária por não ser possível a inseminação artificial. Regina explica que o investimento inicial é muito elevado. Cita, por exemplo, a exigência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para construção dos criatórios, que no próximo ano serão ampliados para três pavilhões para abrigar javalinas em fase de engorda. Apenas um funcionário da granja consegue atender os javalis, que precisam ser alimentados duas vezes ao dia com ração de milho, farelo de soja, pasto e raízes vegetais (beterraba, cenoura, etc). Diariamente, é feita a limpeza das baias, que, a cada semana, necessitam de esterilização química. Uma das curiosidades do javali é cada um deles deve possuir microchip, sistema de monitoramento por satélite feito pelo Ibama, que através de um código colocado na orelha do animal impede a sua fuga ou contrabando.

Comparativo de nutrientes na carne
Porções de 100g Calorias Gorduras(g) Colesterol(mg) Proteínas(mg) Ferro(mg)
Javali 160 2,8 45 22 2,1
Frango (peito) 159 3,42 83 31 1,8
Peru (carne magra) 154 3,45 68 29 -
Ovelha (carne magra) 178 7,62 83 25 -
Boi (carne magra) 214 9,76 92 26 2,9
Porco (carne magra) 219 10,64 101 29 2,5


























10/08

Região discute o trem
A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) promove na próxima segunda-feira, às 14h, em sua sede, uma audiência pública sobre o Trem Regional. Para o encontro, foram convidados prefeitos, Câmaras de Vereadores e Câmaras de Indústria, Comércio e Serviços dos cinco municípios por onde passam os trilhos na Serra - Farroupilha, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa -, empresas, políticos com representação estadual e federal e ministros ligados ao setor. Segundo o secretário de Planejamento de Caxias do Sul, Mauro Cirne, o objetivo é discutir formas de mobilizar o poder público e a iniciativa privada para a implantação do projeto. Na reunião, será apresentado o resultado de um levantamento de viabilidade de demanda e econômica para a reativação da linha feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na época, o orçamento foi de R$ 30 milhões, que seriam utilizados na reforma da malha ferroviária e na compra de equipamentos, como os vagões. “Se uma empresa brasileira produzir um trem leve, movido a diesel, barateia o custo em mais da metade”, calcula Cirne. A Marcopolo já se manifestou favoravelmente à possibilidade de fabricar a locomotiva para fazer o trajeto de 63 quilômetros entre Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Segundo o secretário, a iniciativa privada participaria com a operação do sistema através de licitação pública. “O BNDES coloca linhas de financiamento à disposição”, informa. Ele explica que os governos municipal, estadual e federal terão que atuar em parceria. “A implantação do trem regional trará um novo ciclo de desenvolvimento para a região”, aposta Cirne. Para ele, além de o turismo e o comércio dos cinco municípios serem beneficiados, surgirá o chamado transporte empreendimento, que consiste no aparecimento de novos negócios ao longo da ferrovia, hoje em estado de abandono. O prefeito Bolivar Pasqual explica que o município tem poucas informações sobre o projeto porque o ex-prefeito Avelino Maggioni não participou das reuniões preliminares em torno do assunto. “Não seremos empecilho, mas queremos saber qual a participação de Farroupilha para, depois da audiência, termos uma posição mais firme”, declara. Pasqual informa que, do pouco que tem conhecimento, os municípios dariam uma sustentação institucional ao projeto, “sem criar dificuldades”. O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) de Farroupilha, Renato Bellaver, afirma que a entidade é favorável ao projeto, mas adianta que não haverá envolvimento com recursos, já que nenhuma empresa manifestou interesse em investir. “Sem condições”, resume. “Não vejo como participarmos disso”, acrescenta, ao argumentar que a iniciativa privada não tem como bancar um investimento de aproximadamente US$ 34 milhões (R$ 85 milhões). “A menos que alguém queira ficar como sócio”, cogita. Ainda com dúvidas sobre a parte que cabe ao setor empresarial no projeto, Bellaver também prefere aguardar a audiência de segundafeira. “Não sei qual proposta será apresentada”, explica. Bellaver não acredita que Farroupilha fique de fora da rota ferroviária se não participar com verbas. “Forçosamente, tem que passar por aqui”, garante.

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10/08
Cidade terá novos centros de compra
Além do Farroupilha’s Center, que será construído em frente à Trombini, na entrada da cidade, outros dois centros de pronta-entrega de fábrica estão sendo projetados no município. Um é o Centro de Compras da Serra, ao lado do Centro de Compras Farroupilha, às margens da RS-122. O empreendimento, lançado pela Construfar Engenharia e Construções, consiste em 139 lojas somente de fabricantes do vestuário e acessórios, com central de atendimento de guias, praça de alimentação e estacionamento. A terraplanagem no local já foi feita, e a entrega da obra está prevista para abril do próximo ano. Segundo um dos diretores da Construfar, Fernando Oscar Fanton, o objetivo é aproveitar a fama do Centro de Compras Farroupilha na venda de produtos e fortalecer a atividade, que, para ele, está se tornando tradição no município. O outro centro de pronta-entrega será construído pela Signori Engenharia e Construções na RS-122, km 57, próximo a Estofados Sulandês. Segundo o diretor da construtora, Luiz Signori, embora os estudos ainda estejam sendo feitos, o local terá aproximadamente 100 lojas e fábricas em mais de 17 mil metros quadrados de área construída. O nome ainda não está definido, mas será uma espécie de extensão da Cooperativa da Malha e do Calçado. A obra não tem prazo para começar e ser inaugurada.


































10/08

4º Likida Farroupilha
entrega mais prêmios

Com expectativa de encerrar com sucesso, conforme prevê a coordenação, o 4ª Likida Farroupilha, promovido pelo Sindicato do Comércio Varejista de Farroupilha (Sindilojas), vai entregar novos prêmios nesta segunda- feira. Os azarões das raspadinhas, ou seja, aqueles que rasparam e não ganharam na hora, concorrerão a uma poltrona do papai reclinável da Estofados Dorigon, um bar de canto espelhado da Eletromania e a um jogo de malas de viagem - com uma mala grande, uma média e uma pequena - da Bolsas Tonin. Na última segunda-feira, na sede do Sindilojas, foi realizado o primeiro sorteio entre os consumidores que depositaram a raspadinha preenchida na urna. Confira no quadro o nome dos três contemplados. O coordenador da campanha, Gilmar Luís Gasperin, diz que o Likida está atendendo aos objetivos, conforme retorno das empresas que aderiram à campanha. De acordo com ele, o calor que tem feito nos últimos dias é que atrapalhou um pouco as vendas na área do vestuário. No entanto, em função do pagamento que saiu nesta semana, as vendas aqueceram um pouco. “O pessoal disse que esta semana deu uma boa mexida”, comemora. No total, são 250 empresas que participam do Likida Farroupilha.

Nome Prêmio
Mateus C. Deitos cadeira giratória para escritório da Brazmaq móvel para banheiro com pia componível Todeschini da Pizano Lar & Cia
Alvaro Basso jaqueta de couro feminina da Dominator

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03/08

Gás natural está a apenas
dois quilômetros da cidade

O gás natural vindo da Bolívia chega a Farroupilha no início de setembro. A palavra é do presidente da Sulgás S/A, empresa responsável pela distribuição dessa fonte de energia na região, Giles Carriconde Azevedo, em entrevista esta semana ao Jornal O Farroupilha. Faltam apenas dois quilômetros para que a tubulação chegue às empresas Soprano, Trombini e Tramontina, as primeiras a aderirem o contrato de distribuição do combustível. Instalada a tubulação, começará a fase de testes da rede. O produto já está na Fras-Le, em Forqueta, bairro de Caxias do Sul. Depois dessa fase, a tubulação será estendida até o posto Di Verona, na avenida Barão Rio Branco, para fornecimento de gás veicular. Inicialmente prevista para abril deste ano, a instalação da tubulação enfrentou atrasos em função de alteração de traçado, primeiramente em Ana Rech, em Caxias do Sul, onde está instalada a Marcopolo, a primeira empresa a receber o combustível na Serra. Depois, a tubulação deveria passar pela área de domínio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), na RS-122, mas foi mudado para passar em alguns trechos pelo interior. Mesmo com o atraso, Carriconde Azevedo considera o fato normal diante do porte da obra e dos investimentos exigidos, pois trata-se do maior ramal de distribuição do gás - não considerando- se o gasoduto de transporte. Para chegar a Farroupilha, o gás percorrerá uma distância de 113 quilômetros, a partir de Várzea do Cedro, em São Francisco de Paula. Essa obra exigiu investimentos de R$ 30 milhões. O presidente da Sulgás entende que à medida que a tubulação for cruzando a cidade, mais indústrias devem aderir o contrato de fornecimento, aumentando a capacidade energética do município. Os cálculos indicam que um veículo que roda 200 quilômetros gasta, em média, R$ 33,00 com gasolina, valor que cai para R$ 12,00 com gás natural. Entretanto, o preço de conversão dos motores gira em torno de R$ 2,5 mil. Esse trabalho deve ser feito por mecânicos credenciados pelo Inmetro. Mesmo que o veículo se dirija a uma região onde não exista gás natural, a reconversão para gasolina pode ser feita automaticamente e seguir viagem.

Cronograma
Cumprido o cronograma de instalação do gasoduto Brasil - Bolívia em Farroupilha, que inclui o posto de combustíveis Verona, no perímetro urbano da cidade, com início do consumo, a tubulação seguirá em direção a Garibaldi e Carlos Barbosa, cortando o interior do município em direção a essas cidades. Desses municípios, o gás natural será estendido até o município de Bento Gonçalves. A previsão de chegada do gás nessas cidades, segundo Giles Carriconde Azevedo, é 2002. O gás natural boliviano será distribuído primeiro para indústrias e postos habilitados para abastecimento de automóveis, mas o presidente da Sulgás enfatiza que essa é apenas a primeira parte do projeto do gasoduto. Numa segunda fase, que não tem previsão de prazo, o gás poderá ser utilizado para fins residenciais e comerciais. “Esse é um próximo passo”, informa Giles Azevedo ao comentar as facilidades que o produto trará para a região da Serra como fonte energética.

Perigo
Quanto a prováveis riscos, a Sulgás informa que o perigo praticamente não existe. Primeiro, a tubulação está sendo instalada com todos os cuidados da mais moderna tecnologia. Segundo, o gás natural é diferente do gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha). Esse, na hipótese de vazamento, tende a se concentrar na área do acidente por ser mais pesado do que ar, crescendo o seu fator de explosão. Já o gás natural, por ser mais leve, tem tendência a subir na atmosfera afastando o risco de uma explosão.

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03/08

Likida apresenta
balanço positivo

O saldo da primeira semana de realização do 4º Likida Farroupilha é positivo, na avaliação do coordenador da comissão organizadora, Gilmar Gasperin. Para ele, o primeiro fim de semana atingiu as expectativas, já que as informações para a imprensa começaram a ser liberadas na quinta-feira anterior ao início da campanha e várias empresas que estavam em dúvida aderiram à carreata sábado pela manhã e ao período de promoções organizado pelo Sindilojas. "Foi de bom tamanho a largada", analisa. Segundo Gasperin, como os números de vendas só deverão ser divulgados no final da promoção, a única referência que atesta o sucesso do Likida é que alguns lojistas, mesmo não aderindo à campanha, fizeram liquidações de produtos. "Para nós é bom porque demonstra que a campanha é forte", conclui. Participam do 4º Likida Farroupilha cerca de 250 empresas, dos mais diversos ramos lojísticos, como vestuário, couro, serviços, móveis, joalheria, gêneros alimentícios, eletrodomésticos, acessórios e automóveis. O coordenador da comissão reforça a necessidade de a população prestigiar quem aderiu ao Likida, já que, além dos descontos nos preços, são oportunizados prêmios através das raspadinhas. A cada R$ 20,00 em compras, o consumidor tem direito a uma raspadinha, que é entregue também se a nota fiscal nos setores de móveis e eletrodomésticos atingir R$ 50,00, num total de 500 prêmios. Gasperin alerta para os prêmios azarões, cujos sorteios acontecem nas próximas duas segundas-feiras no Sindilojas. No verso da raspadinha, o comprador fornece os dados pessoais. Se raspar e não ganhar, o bilhete será levado até a sede da entidade, para sorteio. Na próxima segunda-feira, serão distribuídos uma cadeira giratória para escritório, um banheiro com pia componível Todeschini e uma jaqueta em couro feminina. No dia 13, serão sorteados uma poltrona do papai reclinável, um bar de canto espelhado e um jogo de malas para viagem pequena, média e grande.


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03/08

Registro CEF
Prêmios - Os clientes da agência local da Caixa Econômica Federal Paulina De Gasperi e Lourdes de Gasperi, Claudino José Paesi, Inês Brummelhaus, Marijane Gervasoni e Rafaella Finimundi Broll (foto) foram os contemplados no sorteio do último dia 21 entre os clientes que têm mais de R$ 100,00 na conta. Conforme o gerente da agência, Norberto Pastori, ao todo já são 39 ganhadores na promoção, sendo R$ 1 mil de prêmio cada um. “Para concorrer, basta ter uma poupança com R$ 100,00”, destaca Pastori.

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