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27/06

KLB vai vender os calçados Bokalino
Sandália para garotas de 6 a 18 anos vai ser lançada durante a Francal em São Paulo, de 8 a 11 de julho
Kiko, Leandro e Bruno, os garotos do KLB que encantam meninas de todo o Brasil, vão a partir de agora usar seu prestígio para vender produtos da indústria de Calçados Bokalino, de Farroupilha. Acordo assinado pela empresa farroupilhense prevê a utilização da imagem do KLB para fazer o marketing de uma linha de sandálias da marca Terra & Água. O produto a ser apresentado é uma sandália casual, estilo papette, numeração do 25 ao 39, tendo base de PVC expandido e cabedal em PVC semitransparente com uma série de opções de cores da estação. A sandália da coleção primavera-verão deve estar nas lojas no final de julho, início de agosto, e a campanha vai estar amparada por mídia em jornais e revistas segmentadas, revistas de público jovem como a Capricho, outdoor e amplo material nos pontos de venda. A primeira fase acontece no sudeste,norte e nordeste e depois região sul onde o clima de verão inicia mais tarde.
Embora esteja apenas no seu terceiro ano de carreira,o KLB acumula números fantásticos. Mais de 2 milhões de jovens já assistiram a seus shows e o grupo já vendeu 2,5 milhões de CDs, além de haver 900 centrais de fã-clubes espalhados pelo Brasil. A parceria com a Bokalino representa o primeiro licenciamento do KLB para o setor de calçados e é vista como o grande diferencial para ampliar as vendas da empresa no segundo semestre. O gerente comercial Gilmar Serafim aposta num incremento de 15% nas vendas e um estímulo maior para a equipe de vendas da empresa, que hoje possui 200 funcionários no município e 20 representantes pelo Brasil



Com ou sem crise, investidores surgem
Novos empreendimentos em todos os setores têm diversificado o comércio, representando um importante incremento na economia do município

Embora os dados que se referem ao número de alvarás solicitados para abertura de esta-belecimentos no município não estarem tão bons quanto os dos anos anteriores, segundo dados da Secretaria Municipal da Fazenda (confira tabelas), algumas empresas estão apostando na economia de Farroupilha.
É o caso, por exemplo, do Auto Posto Benvenutti (Júlio de Castilhos, 1500), que teve sua abertura oficial no último dia 11. Segundo o proprietário Marcos Benvenutti, ainda há mercado para postos de combustíveis na cidade. “Ainda é um investimento viável”, salienta. Conforme o empreendedor, o movimento “tem sido excelente”, superando inclusive, as expectativas iniciais. O Auto Posto Benvenutti, que leva a bandeira da Petrobrás, conta com videolocadora, loja de conveniência, lavagem, troca de óleo e uma farmácia que abrirá em breve. Benvenutti faz questão de enfatizar que quem trabalha no posto são os donos do investimento, o que acredita ser um diferencial no mercado de hoje. Além disso, o Auto Posto é o único da cidade, até o momento, que possui a Gasolina Pódium.
Outra empresa que também decidiu apostar na cidade é a Musikal – Armazém de Instrumentos (Tiradentes, 212, sala 02F). Inaugurada no dia 28 de março, a loja dispõe de uma grande gama de opções para quem deseja adquirir um instrumento musical. O proprietário do empreendimento, Ivan Montanha, que também ministra aulas de violão, canto e teoria musical na sobreloja, explica o motivo da opção pela cidade. “Eu dei aulas em Farroupilha durante oito anos, a cidade tem poder econômico e o pessoal daqui é bem talentoso”. Conforme o professor, “Farroupilha é uma nova perspectiva, tem atividades que podem ser realizadas aqui”, observa.
Montanha reside em Caxias do Sul, onde possui a escola e loja de aparelhos musicais Pró-Música. Além das aulas ministradas pelo proprietário, também são oferecidos cursos de contrabaixo, guitarra, harmonia e improvisação, teclado e, em breve, será aberto o curso de acordeon. O objetivo de Montanha é trazer mais cultura para a cidade. “A nossa idéia é utilizarmos a sobreloja para workshops e apresentações culturais”, revela o professor. Para ele, o movimento tem estado acima das metas previstas. Além da venda, a loja oferece um auxílio para os clientes. “O nosso diferencial é no pós-venda. Sempre que o cliente desejar, nós prestamos a assistência necessária”, explica Montanha. O professor também destaca que quem desejar se matricular nos cursos oferecidos pela Musikal pode fazer a primeira aula gratuitamente.
Com a nova loja inaugurada na semana passada, dia 13, a Pizano Klassic (Júlio de Castilhos, 417), aposta no mercado local. O proprietário Fernando Palaoro explica que a nova loja apresenta um estilo mais sofisticado do que a Pizano Lar e Cia. Palaoro espera suprir a necessidade de arquitetos e decoradores da cidade e região. “Estamos apostando na cidade, pois acreditamos em Farroupilha. A gente vê muita choradeira e pouca iniciativa. Estamos ousando, esse é o nosso diferencial”, enfatiza Palaoro.
O presidente do Sindilojas, Nilton Bozzeti, ressalta que a cidade ainda tem potencial. “Apesar de tudo, o pessoal ainda acredita na economia de Farroupilha”. Bozzeti tece críticas à carga tributária sobre o empresariado, às altas taxas de juros e à dificuldade de financiamento junto às instituições financeiras. “Ainda assim, alguns segmentos comerciais tiveram um aquecimento neste ano, como o setor malheiro”, observa.
Para o secretário da Fazenda, Dionélio Schaider, o comércio da cidade está estabilizado. “O comércio representa em torno de 17,5% do valor adicionado, o índice de retorno do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ao passo que a indústria responde por 69% desse valor”. Schaider acredita que o ideal para uma cidade do porte de Farroupilha seria ter um valor adicionado acima de 20% para o comércio. Outros estabelecimentos foram abertos recentemente no município, como restaurantes, seguradoras e lojas de eletrodomésticos, com uma série de novos negócios prevista para breve.


Varejo tem 51% dos estabelecimentos

O ramo de atividade que tem apresentado um maior crescimento no município, especialmente de 2001 para cá, é o do comércio varejista. O varejo representa, segundo os dados da Secretaria da Fazenda Estadual, mais de 51% do total de estabelecimentos inscritos no município, contribuintes do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A indústria de transformação aparece logo atrás, representando 33% do total de estabelecimentos, seguido pelo comércio atacadista, 6,7%, serviços, com 5,2%, indústria de beneficiamento 3,8% e, por fim, indústria extrativa mineral com 0,3%. O número de inscrições junto à Fazenda Estadual, do início do ano até o final de abril, foi de 77. No mesmo período, o número de baixas foi de 47. Segundo a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, cerca de 15% das inscrições ativas estão paradas.



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