Farroupilha, RS,
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12/9
Apesar do inverno ter sido irregular, vendas do setor superaram as de anos anteriores
O inverno, embora ainda dê mostras de não ter se despedido, acabou para o setor malheiro, que tem seu calendário de vendas compreendido entre abril e julho. Como já havia ocorrido em 2001 e 2002, o inverno deste ano foi muito irregular, porém, em 2003, a estação foi mais fria do que nos dois anos anteriores, o que proporcionou um aumento de vendas para os malheiros. É o que se observa no Centro de Compras Farroupilha (Rua Silveira Martins, 720). “No geral as vendas foram boas. Em relação ao ano passado tivemos um aumento na ordem de 40%”, observa Ivan Canziani, administrador do shopping. Ele destacou que os meses de abril e maio foram muito bons, no entanto, junho e julho deixaram a desejar. Às vésperas da entrada da meia-estação, Canziani aposta que as vendas poderão representar um acréscimo interessante àquelas realizadas no inverno. “Hoje, entre 80 e 90% das lojas do shopping já trabalham com meia-estação”, esclarece. Alguns anos atrás, apenas 15% das malharias trabalhavam com meia-estação. “Quando abrimos o shopping, em 1997, as vendas de meia-estação correspondiam a 5% do total. Hoje, elas já representam de 20% a 25% do total de vendas praticadas”, salienta. Para Valdicir Augusto Colognese, administrador do Centro de Compras da Serra (Rua Pe. Dionísio Massignani, 250), as vendas deste ano representaram um acréscimo de 50% em relação às vendas do ano passado, quando o shopping foi inaugurado. Segundo o administrador, a perspectiva antes da entrada do inverno era de dobrar as vendas de 2002. “O faturamento ficou aquém do esperado”, lamenta Colognese. Para Nilton Bozzeti, proprietário do Farroupilha’s Center (RS-122, Km 61) e da Estação 713 (13 de Maio, 713), as vendas deste inverno superaram em 50% as praticadas no ano passado, especialmente nos meses de abril e maio. Bozzeti informa que novas lojas estão abrindo no local, voltadas para a meia-estação, o que representará um incremento nas vendas do shopping, que chega a seu segundo verão. Ano passado, na época de meia-estação, as vendas no Farroupilha’s Center foram razoáveis. “Para este ano esperamos uma melhora, já que estamos agregando a malha muita confecção com essas novas empresas, que apresentarão produtos diferenciados”, diz. Na Cooperativa da Malha, pioneira na região na venda de pronta-entrega, fundada em 5 de maio de 1994, as vendas foram boas em abril, maio e julho, tendo um decréscimo significativo em junho, segundo informa o administrador Oscar Triches. Ele aponta o frio fora de época como o principal empecilho a uma melhora nas vendas. Para Vânia Durli, proprietária da Malharia Durli (Marechal Deodoro da Fonseca, 71), as vendas ficaram dentro das expectativas da empresa. O frio fora de época não atrapalhou a malharia. “O importante é produzir roupas de várias espessuras e bem diversificadas, já que as oscilações de temperatura têm sido constantes”, explica. Para ela, o comércio de malhas de meia-estação tem superado as expectativas da malharia, como ocorreu no ano passado, quando as vendas de malhas leves foram muito boas. Vânia acredita que as vendas de meia-estação podem representar um aumento nos lucros não obtidos no inverno. Conforme Itacir Marmentini, proprietário da Biamar Malhas (Júlio de Castilhos, 2003), as vendas de inverno ficaram dentro das expectativas. “Sendo o inverno rigoroso ou não, a gente busca a necessidade do cliente”. Para ele, a perspectiva de meia-estação é de boas vendas. A meta de Farroupilha, conhecida nacionalmente pelas malhas pesadas, é de atrair o turista e o lojista que compram meia-estação, evitando sua fuga para outros centros que tradicionalmente vendem este tipo de malha, como Santa Catarina, Paraná e São Paulo. “O cliente que compra na cidade não deixa mais de vir”, destaca Marmentini. De acordo com Agnaldo Paniz, presidente do Sindicato de Fiação e Tecelagem de Farroupilha, as vendas de inverno foram razoáveis. “Para uma melhora nas vendas precisaríamos do inverno na época certa”, observa.
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