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24/10

E se a cédula for falsa?
Banco Central disponibiliza dicas sobre como reconhecer a veracidade de uma nota
Farroupilha ultimamente tem registrado um número excessivo de cédulas falsas de R$ 50,00, que tem preocupado o comércio. No dia 22 de agosto, a Delegacia da Polícia Federal de Caxias do Sul desbaratou uma quadrilha especializada na fabricação de moedas de R$ 1,00. Na mesma operação, a Delegacia de Furtos, Roubos e Entorpecentes (Defrec), de Porto Alegre, apreendeu uma grande quan-tidade de notas falsas de R$ 50,00, com um dos falsificadores, talvez a provável causa do aparecimento de cédulas frias que têm circulado pela região.
A Convias, administradora da praça de pedágio da RS-122, é afetada diretamente pelo problema da falsificação, especial-mente de moedas de R$ 1,00. Conforme informou a assessoria de imprensa da concessionária, são realizados treinamentos com os funcionários para que identifiquem as moedas ou notas falsas recebidas dos usuários. Em caso de recebimento de dinheiro falso, o funcionário é orientado a solicitar a substi-tuição ao usuário.
A assessoria da Convias também destaca que a Polícia Civil é comunicada quando o condutor do mesmo veículo, reiteradamente, entrega moedas ou notas falsas no guichê. O percentual de receita perdida por todo o consórcio Univias com este tipo de prática é de 0,0023%.
Para Clarimundo Gründmann, gerente adjunto da agência do Banrisul de Farroupilha, o banco tem recebido notas falsas de R$ 50,00, mas o número não é muito elevado.
A recomendação do Banco Central do Brasil (Bacen) é de que as notas falsas sejam retidas pelas instituições financeiras. “A nota vai para a perícia em Porto Alegre para verificação de sua validade”, explica Gründmann. Caso a nota seja falsa, ela é retida pelo banco e encaminhada ao Bacen.
O gerente recomenda que, em caso de dúvida, os clientes levem a nota até a instituição financeira, o que dificilmente acontece pois, caso a nota seja retida, o cliente não é ressarcido do prejuízo que sofreu. “O que a gente recomenda é que o pessoal saiba de onde a nota veio para poder se ressarcir de um eventual prejuízo sofrido”, sugere Gründmann.
Para ele, as falsificações são fáceis de serem notadas já que, geralmente, o papel utilizado é mais simples, a nota é mais lisa, não tendo a mesma aderência de uma nota verdadeira, e a tinta não possui a qualidade da de uma nota oficial.



Características das notas
O site do Banco Central do Brasil (www.bacen.gov.br) traz uma série de recomendações, cuidados e procedimentos que devem ser tomados em caso de recebimento de cédulas falsificadas. Abaixo, algumas das características facilmente verificáveis que afirmam a autenticidade das notas:

Fibras Coloridas
Pequenos fios espalhados no papel, nas cores vermelha, azul e verde, podem ser vistos em ambos os lados, ao longo de toda a cédula. 

Marca d’água
Segure a cédula contra a luz, olhando para o lado que contém a numeração. Observe na área clara, do lado esquerdo, a figura que representa a República ou a Bandeira Nacional, em tons que variam do claro ao escuro. Exceto nas novas notas de R$ 2,00, que apresenta como marca d’água a figura da tartaruga marinha com o número 2 e de R$ 20,00, que apresenta como marca d’água a figura do mico-leão dourado com o número 20.

Marca Tátil
São marcas impressas em relevo, no canto inferior esquerdo frontal das cédulas, para auxiliar na identificação para os deficientes visuais.

Imagem Latente
Observando a frente da cédula na posição horizontal, na altura dos olhos e sob a luz, em seu canto inferior esquerdo, é possível ver as letras maiúsculas “B” e “C”, que indicam Banco Central.

Fio de Segurança
É um fio vertical, de cor escura, embutido no papel que pode ser visto ao observar-se às cédulas de R$ 10, 20, 50 e 100,00 contra a luz.
Numeração
São as letras e os números que identificam a cédula. Não podem existir duas cédulas de mesma numeração.

Registro Coincidente
Olhando a nota contra a luz, percebe-se em seu lado frontal médio direito, o desenho das Armas Nacionais impresso. O desenho deve se ajustar exatamente ao desenho igual que se encontra no verso da cédula.

Microimpressões
O número, que indica o valor da cédula, deve conter em seu interior em tamanho minúsculo, as letras “B” e “C”, que indicam Banco Central.

Microchancelas
São as duas assinaturas - uma do Ministro da Fazenda, outra do Presidente do Banco Central do Brasil - que conferem à cédula o seu valor legal.
Impressões em relevo
A legenda “Banco Central do Brasil”, a tarja contendo a palavra “Reais” e os números indicativos do valor das cédulas possuem alto-relevo e podem ser sentidas com os dedos.

Como proceder ao receber uma cédula suspeita:
Verifique os dados acima, especialmente a marca d’água, cerca de 60% das cédulas falsas não possuem essa característica. O fato de o papel ser verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica, já que 40% das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor. 
É importante destacar que as cédulas falsas não são trocadas pelo Bacen, Governo Federal ou instituições financeiras. O Bacen apenas examina a autenticidade ou não das notas apresentadas. O dinheiro suspeito pode ser apresentado, para exame, diretamente no Banco Central ou por intermédio das instituições financeiras. Caso você receba uma cédula suspeita de um caixa eletrônico, comunique o fato, o mais rapidamente possível, ao banco em que você sacou o dinheiro. Qualquer recebimento de cédula falsa ou informação sobre falsificação pode ser comunicada à Delegacia da Polícia Federal ou da Polícia Civil, a fim de se proceder o registro de ocorrência. Denúncias também podem ser feitas ao Departamento do Meio Circulante do Banco Central. A falsificação é crime previsto no Código Penal, com pena prevista de três a 12 anos de prisão. Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido de boa fé, pode ser condenado a uma pena de seis meses a dois anos de detenção. 


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