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23/07/2010 - Caderno Especial - Agricultor e Motorista
O mapa dos acidentes
Divulgado no site do Detran/RS, o Levantamento Preliminar da Acidentalidade no Trânsito, contabiliza 846 mortos e 23.887 feridos no Estado de janeiro a junho deste ano. O número de vítimas fatais cresceu 15% em relação ao 1º semestre de 2009, quando 738 pessoas morreram no trânsito. A quantidade de feridos permaneceu relativamente estável (aumento de 1%). Os dados ainda são parciais, já que as ocorrências podem ser cadastradas até um mês após o acidente.
Em 2010, foram 700 acidentes com vítimas fatais envolvendo 1.114 veículos, e 19.877 acidentes com lesão envolvendo 31.633 veículos, totalizando 20.577 acidentes das vias do Rio Grande do Sul. No mesmo período do ano passado, foram 596 acidentes com vítimas fatais e 19.612 com feridos, que envolveram 860 e 28.302 veículos, respectivamente.
A taxa de acidentalidade, que relaciona o número de acidentes para cada 10 mil da frota, aumentou para todos os tipos de veículos. Entre os automóveis, passou de 1,3 para 1,6 (com mortes) e 49,7 para 52,4 (com feridos). Entre as motos, subiu de 2,2 para 2,6 (com mortes) e 101,2 para 103 (com feridos). Mas o dado mais alarmante é o crescimento da taxa de acidentalidade entre os caminhões. Foram 9,5 caminhões, entre cada 10 mil da frota, envolvidos em acidentes com mortes, um crescimento de 34% sobre o índice do 1º semestre de 2009, de 7,1. Esse índice representa 3,3 mil acidentes envolvendo caminhões em 2010, 200 deles deixaram mortos. O número é 20% maior que em 2009, quando aconteceram 2,8 mil acidentes, 144 com vítimas fatais.
Ônibus e microônibus também preocupam, pois tem um dos mais altos índices de acidentalidade (proporcionalmente em relação a sua frota). No entanto, esse foi um dos poucos números que caíram. Na primeira metade do ano passado, em cada 10 mil ônibus, 12,2 envolveram-se em acidentes com morte. Em 2010, o índice baixou para 11. Dentre o total dos acidentes, 57% acontece nas vias municipais.
O levantamento mensal produzido por técnicos do Detran/RS traz um diagnóstico da violência no trânsito, mapeando os pontos críticos. Essas informações poderão subsidiar as políticas públicas de trânsito no Estado e municípios. O Detran/RS tem promovido encontros regionais para apresentação do SCAT (Sistema de Cadastro de Acidentes de Trânsito), que está sendo disponibilizado aos gestores de trânsito para que possam realizar seus próprios diagnósticos e melhor gerir seu trânsito. O primeiro aconteceu em Pelotas, durante a Fenadoce, e o próximo será realizado na região da Serra, em data a ser definida.


Principal ferramenta de trabalho: moto!

Andar de moto é uma paixão que atrai milhares de pessoas, não só no Brasil mas também no mundo inteiro. Agora imagine ter o seu "ganha pão" fazendo aquilo que mais gosta?
O Farroupilhense Marcelo da Silva Telles (foto) de 22 anos, residente no bairro 1º de maio, é um exemplo disso. Casado e há dois anos trabalhando como Motoboy, ele afirma que a paixão por andar de moto foi o principal motivo que fez com que ele se interessasse pela profissão. "Achei um modo de ganhar a vida fazendo o que mais gosto", conta.
Como toda profissão tem seus riscos (e com a de Motoboy não é diferente), Marcelo destaca que apesar do medo, a família (pais e esposa) não se opõe ao seu trabalho. "Eles se preocupam porque é um pouco arriscado, mas como estou feliz fazendo algo que gosto, me apóiam.
No Brasil, algumas pessoas ainda enxergam a profissão de Motoboy com um certo preconceito. Questionado se sente-se valorizado pelo o que faz, Marcelo responde aos risos: "às vezes sim às vezes não!"
O Motoboy farroupilhense também afirma que o que mais gosta em seu trabalho é o fato de estar em vários lugares diferentes e conhecer muitas pessoas.
Em contrapartida, os dias de frio e chuva, aliados ao risco (já se acidentou uma vez) são os fatores que menos gosta no dia a dia de sua profissão.


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