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23/07/2010 - Esporte
“Papa” títulos no Rally
Farroupilha sempre se destacou por possuir atletas de destaque em esportes a motor. Entre eles está Ulysses Bertholdo, de 40 anos. “Toco”, como é popularmente conhecido, compete há 19 anos nos campeonatos de Rally e já conquistou mais de 20 títulos. Em entrevista, ele conta sobre sua carreira nas competições de automobilismo Off Road

O Farroupilha – Como é a sua história na carreira de provas de Rally?
Ulysses Bertholdo - Comecei em 1991, no Rally de Regularidade, mas no ano seguinte já parti para o Rally de velocidade. Em 98 recebi um convite da Mitsubishi, para correr pela marca, permanecendo como piloto oficial até o final de 2005, quando parei de correr. Montei uma equipe própria e além de piloto, passei a me dedicar também à função de chefe de equipe. Hoje preparo carros de Rally e também dou assistência nas corridas para pilotos que não tenham estrutura ou conhecimento sobre o assunto. Em 2007 a Chevrolet me convidou para correr em sua equipe, em uma categoria que eu não estava mais acostumado, para ajudar a desenvolver o Celta no Rall. Em 2007 fui vice-campeão brasileiro de Rally de Velocidade. Em 2008 tive problemas físicos, ai meu rendimento foi caindo, e acabei ficando fora da disputa do título.

O Farroupilha – Quantos títulos você possui?
Ulysses Bertholdo – Fui duas vezes campeão sul-americano e treze vezes campeão brasileiro de Rally de Velocidade, uma vez campeão brasileiro de Rally de Regularidade, uma vez campeão brasileiro na modalidade Cross Country, duas vezes campeão do Rally dos Sertões e por três vezes ganhei o capacete de ouro, que é um concurso que a imprensa nacional organiza para eleger os melhores pilotos do ano em cada categoria.

O Farroupilha – Qual título considera mais importante?
Ulysses Bertholdo – São dois. O sul-americano de 2004 na categoria N4. Sou o único brasileiro que conquistou esse título. Outro título legal foi o Sertões de 2005 na categoria Production, onde corri com apoio da Mitsubishi, mas com equipe própria.
O Farroupilha – Qual momento marcou positivamente sua carreira?
Ulysses Bertholdo – Um momento marcante foi em 99, quando fui campeão brasileiro na categoria 4x4. Recebi um convite da Mitsubishi para morar em São Paulo e cuidar da divisão de competições da marca. Fiquei nessa função de 99 até 2003. No final de 2003 preferi voltar pra cá e montar minha própria equipe.

O Farroupilha – E um ponto negativo?
Ulysses Bertholdo – Um ponto negativo foi o Sertões de 2002. Tinhámos uma expectativa grande em cima do nosso carro, uma L200 toda desenvolvida no Brasil. Por problemas de fabricação de alguns componentes, os dois carros tiveram problemas. O meu pegou fogo durante o Rally. O outro apresentou um problema semelhante, mas conseguimos detectar antes dele pegar fogo também.

O Farroupilha – Algum fato curioso?
Ulysses Bertholdo - Um fato curioso foi em 98, em uma etapa do campeonato sul-americano em Curitiba. Era um Rally de três dias, disputado todo no asfalto. Era uma prova rápida, onde andávamos a 180, 200, 220 km por hora. Em uma especial, entrei numa reta e no final dela cruzou na minha frente uma pata, e atrás dela vinham mais ou menos uns quinze patinhos. Freei pra não matar ninguém mas perdi muito tempo. Mas não me arrependo (risos).

O Farroupilha – Como é conciliar as funções de piloto e chefe de equipe?
Ulysses Bertholdo - Isso não é problema. Comecei minha carreira de forma amadora, sempre cuidando do meu carro por conta prórpia. Com o tempo apenas fui aumentando e melhorando minha estrutura. Somente quando saí da Mitsubishi e monte minha equipe é que comecei a cuidar de mais carros. Hoje preparo o carro do Paulo Nobre, que está disputando o campeonato mundial de Rally de velocidade. No sul-americano e no campeonato gaúcho sou eu quem prepara o carro dele. Quando passei a cuidar de outros carros tive que contratar mais mecânicos, mas foi uma transição tranqüila.

O Farroupilha – Quais são suas metas para o segundo semestre de 2010 e a longo prazo?
Ulysses Bertholdo – Voltar para a categoria máxima do Rally brasileiro no ano que vem e continuar prestando serviço para os pilotos da minha equipe. O problema desta categoria é que os custos são muito elevados, então já comecei a procurar patrocinadores (meu único patrocinador é a Oakley). Estou disputando a Copa Peugeot na categoria principal, a 207 Super. Entrei para “desenferrujar” e desde a primeira etapa estou liderando. O campeonato é todo disputado em rodadas duplas (uma prova no sábado e outra no domingo), sendo que cada uma conta pontos como uma etapa individual. Já aconteceram oito etapas, sendo que tenho duas vitórias e seis segundos lugares. Graças a regularidade estou liderando o campeonato com uma certa vantagem. Não vou participar da próxima etapa (que acontece no dia 30 de julho), pois já tinha assumido o compromisso de prestar apoio para os pilotos da minha equipe e estarei indo para a Finlândia acompanhar um deles no WRC (Campeonato Mundial), por isso minhas chances de título irão diminuir.


RESENHA ESPORTIVA

Grêmio na “zona de risco”

Com muita chuva e poças d´água, o Grêmio empatou em 1 a 1 com o Vasco da Gama, na quarta-feira, no Estádio Olímpico, pela sequência do Brasileirão. O tricolor não decolou ainda no Brasileirão e está na zona de rebaixamento no Brasileirão. Depois da Copa do Mundo no continente africano, somou dois pontos em três partidas, no Olímpico (empate contra o Vitória e o Vasco) e fora de casa (perdeu para o Grêmio Prudente) e em Porto Alegre. Silas está balançando no cargo. A gangorra segue na dupla Gre-Nal. O Inter está bem no Brasileirão, em compensação, o Grêmio está mal na tabela de classificação.


Inter ganhou de novo

Três jogos, três vitórias consecutivas, 100% de aproveitamento no Brasileirão. A Era Roth começou bem. Na estréia do meia Tinga, o Inter ganhou, de virada, diante do Atlético-MG por 2 a 1, na última quarta-feira, no estádio do município de Sete Lagoas, no interior mineiro, a 70 quilômetros da capital Belo Horizonte. O Estádio Mineirão está em reformas para sediar na Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Boa notícia para os torcedores do Inter: a CBF decidiu que os jogadores Renan, Tinga e Rafael Sóbis podem ser inscritos na Libertadores de 2010 contra o São Paulo. Mas Tinga, que tem um jogo de suspensão para cumprir desde 2006, deve jogar só no Morumbi. Um ponto positivo para os colorados e não os paulistas.


Caxias tem que vencer

A dupla Ca-Ju estreiou mal no Série C no final de semana passado. Caxias perdeu diante do Brasil-Pe por 1 a 0, em Pelotas. Já o Juventude ficou em 1 a 1 contra o Criciúma, em casa, no último domingo. É muito pouco para arrancar bem. A dupla Ca-Ju conquistou um único ponto , no caso pelo alviverde. Os times de Caxias do Sul precisam ganhar na segunda rodada da Série C. O Brasil-Pe está na liderança com três pontos. O Caxias buscará a vitória contra o Chapecoense no próximo sábado, enquanto o Juventude folga no final de semana. Tem Ca-Ju nas próximas rodadas.


Rápidas

Mano Menezes poderá treinar a Seleção Brasileira.
Lateral-direito Belleti, ex-São Paulo, vai jogar no Fluminense no Brasileirão. O meio-campista Deco está por vir para reforçar o time das Laranjeiras.
Clube do São Paulo, de Rio Grande, ficou conhecido como mais velho do Brasil.
Na segunda-feira passada, comemorou o Dia Internacional do Futebol.


Curiosidades

O ex-atacante Caio abandonou a carreira e jogava bem e virou comentarista esportivo da Rede Globo e do canal SporTV. Ele foi atacante. Revelado nas categorias de base do São Paulo e ganhou fama no futebol brasileiro. Em 1995, Caio transferiu-se para a Europa. Voltou ao Brasil rapidamente, jogando pelo Santos. Foi somente a partir de 1998, quando passou a vestir a camisa do Flamengo que se destacou mais. Entrava no segundo tempo dos jogos e costumava marcar muitos gols, o que o tornou “xodó” da torcida rubro-negra.
Jogou pelo São Paulo, Internazionale, Napoli, Santos, dupla Fla-Flu, Grêmio, futebol alemão e o Botafogo, onde encerrou a carreira. Caio foi considerado um jogador muito habilidoso e era criticado por ter baixos rendimentos em momentos importantes. Ele foi notoridade nacional ao fazer parceria com Tiago Leifert no programa Central da Copa e que obteve altos índices de audiência. Caio participa do Bem, Amigo, na segunda-feira à noite, do canal 39 na TV a cabo.


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